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Eduardo Miranda

poesia

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o dia de são nunca

alegres lebres dançam
em círculos de orelhas arqueadas
apsaras, lakshmi & + xiii deuses

um deles traz um astro
cortado do néctar sob o manto
e diz educadamente:
"que se fodam todos"

– falo através de primaveras
e ouves por outonos

soma
indra
sûrya

"mas eu tenho minha própria lua"


hoje pretendo fingir
mais do que completamente,
e ao invés de fingir ser dor
a dor que deveras sinto,
sintirei a intensidade da dor
na dor que apenas minto.


se precisasse escrever natureza
iria a ela
nela mesma

se fosse escrito encomendado
exigiria pagamento
adiantado

em doses de bom conhaque
que às flôres
dinheiro é arenque.


agora garôa toda eu
do crente ou ateu cão
uivando o temor rente
ao seu redor ouvindo
a morte ao ser a dor


de algo me falto...
(a generosidade não
surge do acaso)

o medo do brilho
estrondoso
da futuridade.


eu vivo em trincheiras provisórias
antônio risério

todo morto traz na cara
a marca do que viveu
cujo cunho pode estar no peito
feito o cunho que está no meu

todo morto tem uma vida
dia ou outro rogada a deus
heréu cabresto da própria sina
enzima azêda acometeu

todo morto morrido
jazido quer ser
na jazida que escolheu.

o que te mata, meu amigo
te digo e pode crer
também mata eu.


... que hoje nasci...
por isso estou aqui,
simplesmente desatando nós...

e que ano este, de desatar nós
(nós que somos frágeis)
e de tantos nós apertados
desatados, passamos a ser sós...
sos de amor esquecido,
desmilingüido e minguado:
capacho de emoções.


tarda presepio
continúo ahi direcção
novo anno y habituaes
camilhecel-o secco y
hypocrita tractado de
odio comprehensivo y
affetuoso tempo mata
mappas naturaes de
paletot




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